PINTURA REENCARNADA. Texto de Angélica de Moraes. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Paço das Artes, 2005.
Resenha: Pintura Reencarnada
Angélica de Moraes é crítica de artes visuais, curadora independente e jornalista cultural. Possui formação em Jornalismo pela PUC-RS (Porto Alegre), cursou pós-graduação em Artes Visuais Teoria e Praxis (PUC-RS) e mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, sob orientação da Profa. Lucia Santaella. Moraes atuou como curadora da coletiva “Pintura Reencarnada” (maio-julho de 2004, Paço das Artes). O texto discutido nesta resenha integra o catálogo da mostra.
A exposição contou com a participação de Marcela Tiboni, Alex Flemming, Aluísio Carvão, Amélia Toledo, Artur Lescher, Elida Tessler, Hélio Oiticica, Luis Hermano e Lygia Pape, além de trabalhos inéditos de Albano Afonso, Bill Viola, Lucia Koch, Nelson Leiner e Rachel Rosalen.
A curadora inicia sua discussão indagando sobre o lugar da pintura na arte contemporânea, uma vez que no passado não foram escassos os anúncios da morte da pintura. A partir daí, a autora apresenta seus argumentos contrariamente a essa afirmação, alegando que a pintura não morreu, mas sim foi reencarnada.
Moraes afirma que essa discussão histórica sobre a morte da pintura teve início no século XX, com as vanguardas russas. Em seguida, usando de base os artistas que participaram da mostra, somos instigados a uma reflexão sobre a mutação da matéria pictórica contemporânea que iniciou seu percurso com características e conceitos identificados sobre a migração da cor e que na atualidade transita em pixels, feixes de luz, impulsos e sensores elétricos. De maneira assertiva, a autora coloca em seus exemplos que o pensamento pictórico continua presente em outros suportes como o vídeo, as instalações e a fotografia.
A autora defende que a pintura reencarnada é um fenômeno em processo de cristalização desde a metade do século passado. Entretanto, atualmente este processo é mais evidente graças à perspectiva de tempo e à visibilidade dos chamados novos meios. Em suas palavras, a video-arte é contraditoriamente, onde melhor se pode identificar, essa herança genética pesadamente material e cheia de espessura histórica vinda da pintura.
Em seguida a autora esboça um histórico dos falsos anúncios da morte da pintura. O primeiro alerta veio com a invenção da fotografia, há quase 200 anos. A fixação da imagem do mundo sobre o papel fotográfico desestabilizou a pintura moderna, colocando em suspensão sua função de representação da realidade. A resposta das vanguardas foi implacável e começou com as três telas monocromáticas de Alexander Rodchenko, anunciando o fim dos valores tradicionais do ofício: não havia mais figura, fundo, nem representação. Depois, seriam outros a quebrar os paradigmas, como Mondrian, Duchamp, até surgir, no Brasil, Aluísio Carvão e a geração de neoconcretistas que projetaram vibrações cromáticas para além da superfície plana da tela. A experimentação que decorreu o início da fotografia, do cinema e do vídeo contaminou também a relação dos artistas com a pintura.
A autora alega que o artista conteporâneo não limita-se às métricas da pintura de outrora, conseguindo assim lidar consecutivamente com os contínuos decretos da morte da pintura no século XX. Somente desse modo é possível criar história ao invés criar justificativas para a continuidade da arte.
Em suma, a intenção curatorial de Moraes nos conduz a um exercício de reflexão, levando-nos a concluir que, ao contrário do que se possa crer, antes de decretar a morte da pintura, deve-se antes observar os novos espaços que estão sendo definidos para ela na arte contemporânea.
Fuja comigo, mas cuidado para não se perder em meus devaneios... Meu éden utópico pode ser o pior de seus pesadelos!!! Gostaria de escrever coisas bonitas aqui ... mas não consigo fugir da minha mente sórdida!!!
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
domingo, novembro 01, 2009
saudade
-> substantivo feminino
Um sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável (freq. us. tb. no pl.)
-> substantivo feminino
Um sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável (freq. us. tb. no pl.)
sexta-feira, agosto 07, 2009
RIP, John Hughes!
Este blog anda às moscas, mas a morte desta pessoa que preencheu minha vida de alegrias é um evento não poderia passar em branco...
Meu pai em meados dos anos 80 até quase o finalzinho da década de 90 era sócio/proprietário de uma locadora. Eu costumava passar as tardes assistindo filmes e jogando video-game. Mesmo assistindo quase tudo que saia, até quase o comecinho do século XXI, não prestava muita atenção aos nomes de diretores, os únicos nomes que associava a filmes era: Spielberg, Chaplin e Walt Disney (shame on me).
Por volta de 95 chegou na locadora um filme do Kevin Smith chamado: O Balconista, me encantei instântaneamente pelos personagens Joe e Silent Bob, este foi o primeiro evento que me chamou atenção para o nome de um diretor pois queria assistir tudo viesse a aparecer esses dois personagens.
Comecei a prestar mais atenção ainda nestas questões enquanto cursava faculdade de jornalismo em 98. Em 2007 por ocasião do Mostra Internacional de Cinema, assisti o Clerks 2 e me chamou atenção o fato do Jay mencionar que o Silent Bob era fã dos filmes de John Hughes. Em função disto, fui atrás da vida e obra deste diretor e descobri que mesmo sem saber quem ele era eu era fã incondicional desta criatura e alguns dos filmes que mais curtia tinha o dedo dele na direção/roteiro/produção e eu sem ter idéia conhecia praticamente quase toda sua produção! Os personagens criados por John Hughes marcaram minha transição infância/adolescência.
Preciso confessar que Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa Shocking, em especial, emanam em mim um efeito diretamente proporcional ao efeito que Chaves e Chapolin tem pra esta galera que nunca se cansa de assistir as ilimitadas reprises passadas no SBT. Se estou fuçando a programação e estes filmes estão passando, eu largo tudo que estiver fazendo pra assistir. Fato!
Ao longo dos anos, venho percebendo a galera descendo o cacete neste diretor, por conta de algumas bolas fora que alegam que ele vem dando. Entretanto, nenhuma cagada que ele fizer pode neutralizar a alegria que esta cena de Curtindo a Vida Adoidado representa pra história da linguagem cinematográfica...
Confesso ainda, que a trama de O Clube dos Cinco me comove até hoje, sou deslumbrada pela maneira brilhante como ele desconstrói os papéis sociais do universo escolar (tudo bem que aqui no Brasil não existe futebol americano, nem cheerleaders, mas os papéis sociais na escola são exatamente os mesmos).
Este ano, a bruxa anda solta e estão ocorrendo grandes perdas na cultura pop.
Acho apropriado fechar este post com Don't you (forget about me!) do Simple Minds, trilha sonora de O Clube dos Cinco.
Este blog anda às moscas, mas a morte desta pessoa que preencheu minha vida de alegrias é um evento não poderia passar em branco...
Meu pai em meados dos anos 80 até quase o finalzinho da década de 90 era sócio/proprietário de uma locadora. Eu costumava passar as tardes assistindo filmes e jogando video-game. Mesmo assistindo quase tudo que saia, até quase o comecinho do século XXI, não prestava muita atenção aos nomes de diretores, os únicos nomes que associava a filmes era: Spielberg, Chaplin e Walt Disney (shame on me).
Por volta de 95 chegou na locadora um filme do Kevin Smith chamado: O Balconista, me encantei instântaneamente pelos personagens Joe e Silent Bob, este foi o primeiro evento que me chamou atenção para o nome de um diretor pois queria assistir tudo viesse a aparecer esses dois personagens.
Comecei a prestar mais atenção ainda nestas questões enquanto cursava faculdade de jornalismo em 98. Em 2007 por ocasião do Mostra Internacional de Cinema, assisti o Clerks 2 e me chamou atenção o fato do Jay mencionar que o Silent Bob era fã dos filmes de John Hughes. Em função disto, fui atrás da vida e obra deste diretor e descobri que mesmo sem saber quem ele era eu era fã incondicional desta criatura e alguns dos filmes que mais curtia tinha o dedo dele na direção/roteiro/produção e eu sem ter idéia conhecia praticamente quase toda sua produção! Os personagens criados por John Hughes marcaram minha transição infância/adolescência.
Preciso confessar que Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa Shocking, em especial, emanam em mim um efeito diretamente proporcional ao efeito que Chaves e Chapolin tem pra esta galera que nunca se cansa de assistir as ilimitadas reprises passadas no SBT. Se estou fuçando a programação e estes filmes estão passando, eu largo tudo que estiver fazendo pra assistir. Fato!
Ao longo dos anos, venho percebendo a galera descendo o cacete neste diretor, por conta de algumas bolas fora que alegam que ele vem dando. Entretanto, nenhuma cagada que ele fizer pode neutralizar a alegria que esta cena de Curtindo a Vida Adoidado representa pra história da linguagem cinematográfica...
Confesso ainda, que a trama de O Clube dos Cinco me comove até hoje, sou deslumbrada pela maneira brilhante como ele desconstrói os papéis sociais do universo escolar (tudo bem que aqui no Brasil não existe futebol americano, nem cheerleaders, mas os papéis sociais na escola são exatamente os mesmos).
Este ano, a bruxa anda solta e estão ocorrendo grandes perdas na cultura pop.
Acho apropriado fechar este post com Don't you (forget about me!) do Simple Minds, trilha sonora de O Clube dos Cinco.
domingo, agosto 10, 2008
Apontamentos sobre: Capítulo 1 TEMPO NARRATIVO: A QUESTÃO DA PORTA DO INFERNO.
KRAUSS, Rosalind E. . Caminhos da escultura moderna. S.P.: Martins Fontes, 1998.
A escultura de Rodin é considerada uma ruptura aos padrões até então estabelecidos que perdurassem na escultura neoclássica. O modelo que até então era usado funcionava sobre dois pressupostos: ”o contexto através do qual o entendimento se desenvolve é o tempo; e, no caso da escultura, o contexto natural da racionalidade é o relevo.”
Segundo Rosalind Krauss a carreira de Rodin é definida pelos esforços que dedicou a um único projeto: A porta do inferno, iniciada em 1880 e no qual trabalhou até sua morte. ”Uma decoração esculpida para um conjunto monumental de portas que serviriam de entrada a um museu. Foi vinculada a um esquema narrativo, tendo sido encomendada como um ciclo de ilustrações da Divina comédia, de Dante.”
A autora pontua que Rodin sucessivamente usa o mesmo corpo masculino como um artifício para retratar diferentes situações, como por exemplo, a figura do filho pródigo; quando fundida e exibida isoladamente do portal; “as costas dele estão arqueadas pelo esforço deste gesto, e a tensão ao longo da superfície de seu torso é completada pelo impulso para trás de sua cabeça e de seu pescoço”. Usa da mesma figura que quando acoplada a uma figura feminina, reorientado em relação ao corpo feminino, tornando-se assim parte de um novo grupo designado como figit amor.
No topo da porta, As três sombras, faz representação com três figuras usando novamente em suas representações a repetição da mesma figura em posições diferentes.”As três sombras funcionam como uma paródia da tradição de agrupar figuras tríplices, típica da escultura neoclássica. “
Na porta como um todo, bem como em cada figura individual, somos detidos na superfície. A superfície do corpo, a fronteira entre o que consideremos interno, particular, e o que reconhecemos como externo e público, é a sede do significado na escultura de Rodin. As forças que dão forma à figura a partir de sue exterior provêm do artista: o ato da manipulação, o artifício, seu processo de elaboração.
Krauss pontua que Rodin obriga o observador, em repetidas ocasiões, a perceber a obra como o resultado de um processo, um ato que deu forma à figura ao longo do tempo. E tal percepção converte-se em outro fator a impor ao observador aquela condição a que já me referi: o significado não precede a experiência, mas ocorre no processo mesmo da experiência. Coincidem na superfície da obra dois sentidos de processo: nela a exteriorização do gesto encontra-se com a marca impressa pela ação do artista ao dar forma à obra.
Nas palavras da autora, essa ênfase na superfície e o modo como o significado é alojado nela por fatores parcialmente externos – sejam elas a incidência acidental da luz ou a impressão casual do polegar do artista - não se restringiram às duas grandes personalidades da escultura da última década do século XIX e da primeira do século XX.
Um elemento perceptível, nas esculturas de Rodin e Rosso, são as superfícies desses objetos testemunham um processo externo de formação. Segundo Krauss, essa execução se dá de um modo tal que sentimos estar observando algo moldado pela erosão da rocha pela água, pelos sulcos pelo vento; em suma, por aquilo que associamos à passagem de forças naturais sobre a superfície da matéria.
Ao analisar a escultura de Gauguin, a autora pontua que este artista, faz referência a narrativa apenas para gerar um sentido de irracionalidade ou de mistério. Gaugin apresenta os fragmentos de uma história, mas sem uma seqüência que forneça ao observador o sentido de um acesso preciso e comprovável ao significado do acontecimento do aludido por ele. Os procedimentos de que Gauguin se vale para negar ao observados um acesso ao significado narrativo de sua escultura se assemelham àqueles empregados por Rodin na Porta do Inferno. Fragmentando violentamente os vários protagonistas dentro do conjunto narrativo, reforçando a descontinuidade e a fragmentação com que eles se movimentam pela superfície, um relevo como Apaixona-se, você ficará feliz subverte a função lógica tradicional dessa modalidade de escultura.
Krauss pontua também que Rodin lançou mão de outra estratégia ainda na Porta a fim de frustrar o significado tradicional da narrativa, qual seja a de repetir figuras, a exemplo do que fizera com as Sombras, e a de apresentar essas unidades idênticas uma ao lado da outra. Esse tipo de repetição obriga a uma exposição consciente do processo de usurpar a atenção voltada para a finalidade do objeto na narrativa global.
Ao discorrer sobre Matisse, a autora defende que este artista, se utiliza da noção de uma cadeia linear de acontecimentos – narrativa – e a reorienta convertendo-a em uma espécie de escrituração analítica que guarda o registro de concepção e mudanças formais. Segundo Krauss, Matisse parte da ambição de interpretar e condenar o significado da história, entretanto abrevia-se numa apresentação das etapas da formação de um objeto.
A Porta do Inferno consegue deslumbrar o observador, não apenas pela maestreza da obra, mas também por Rodin nos oferecer gestos desarticulados de alusões e substratos coerentes, narrativos, causais, interrelacionados, causando uma ruptura de comunicação entre superfície e profundezas anatômicas nas figuras, e assim no espaço/tempo.
KRAUSS, Rosalind E. . Caminhos da escultura moderna. S.P.: Martins Fontes, 1998.
A escultura de Rodin é considerada uma ruptura aos padrões até então estabelecidos que perdurassem na escultura neoclássica. O modelo que até então era usado funcionava sobre dois pressupostos: ”o contexto através do qual o entendimento se desenvolve é o tempo; e, no caso da escultura, o contexto natural da racionalidade é o relevo.”
Segundo Rosalind Krauss a carreira de Rodin é definida pelos esforços que dedicou a um único projeto: A porta do inferno, iniciada em 1880 e no qual trabalhou até sua morte. ”Uma decoração esculpida para um conjunto monumental de portas que serviriam de entrada a um museu. Foi vinculada a um esquema narrativo, tendo sido encomendada como um ciclo de ilustrações da Divina comédia, de Dante.”
A autora pontua que Rodin sucessivamente usa o mesmo corpo masculino como um artifício para retratar diferentes situações, como por exemplo, a figura do filho pródigo; quando fundida e exibida isoladamente do portal; “as costas dele estão arqueadas pelo esforço deste gesto, e a tensão ao longo da superfície de seu torso é completada pelo impulso para trás de sua cabeça e de seu pescoço”. Usa da mesma figura que quando acoplada a uma figura feminina, reorientado em relação ao corpo feminino, tornando-se assim parte de um novo grupo designado como figit amor.
No topo da porta, As três sombras, faz representação com três figuras usando novamente em suas representações a repetição da mesma figura em posições diferentes.”As três sombras funcionam como uma paródia da tradição de agrupar figuras tríplices, típica da escultura neoclássica. “
Na porta como um todo, bem como em cada figura individual, somos detidos na superfície. A superfície do corpo, a fronteira entre o que consideremos interno, particular, e o que reconhecemos como externo e público, é a sede do significado na escultura de Rodin. As forças que dão forma à figura a partir de sue exterior provêm do artista: o ato da manipulação, o artifício, seu processo de elaboração.
Krauss pontua que Rodin obriga o observador, em repetidas ocasiões, a perceber a obra como o resultado de um processo, um ato que deu forma à figura ao longo do tempo. E tal percepção converte-se em outro fator a impor ao observador aquela condição a que já me referi: o significado não precede a experiência, mas ocorre no processo mesmo da experiência. Coincidem na superfície da obra dois sentidos de processo: nela a exteriorização do gesto encontra-se com a marca impressa pela ação do artista ao dar forma à obra.
Nas palavras da autora, essa ênfase na superfície e o modo como o significado é alojado nela por fatores parcialmente externos – sejam elas a incidência acidental da luz ou a impressão casual do polegar do artista - não se restringiram às duas grandes personalidades da escultura da última década do século XIX e da primeira do século XX.
Um elemento perceptível, nas esculturas de Rodin e Rosso, são as superfícies desses objetos testemunham um processo externo de formação. Segundo Krauss, essa execução se dá de um modo tal que sentimos estar observando algo moldado pela erosão da rocha pela água, pelos sulcos pelo vento; em suma, por aquilo que associamos à passagem de forças naturais sobre a superfície da matéria.
Ao analisar a escultura de Gauguin, a autora pontua que este artista, faz referência a narrativa apenas para gerar um sentido de irracionalidade ou de mistério. Gaugin apresenta os fragmentos de uma história, mas sem uma seqüência que forneça ao observador o sentido de um acesso preciso e comprovável ao significado do acontecimento do aludido por ele. Os procedimentos de que Gauguin se vale para negar ao observados um acesso ao significado narrativo de sua escultura se assemelham àqueles empregados por Rodin na Porta do Inferno. Fragmentando violentamente os vários protagonistas dentro do conjunto narrativo, reforçando a descontinuidade e a fragmentação com que eles se movimentam pela superfície, um relevo como Apaixona-se, você ficará feliz subverte a função lógica tradicional dessa modalidade de escultura.
Krauss pontua também que Rodin lançou mão de outra estratégia ainda na Porta a fim de frustrar o significado tradicional da narrativa, qual seja a de repetir figuras, a exemplo do que fizera com as Sombras, e a de apresentar essas unidades idênticas uma ao lado da outra. Esse tipo de repetição obriga a uma exposição consciente do processo de usurpar a atenção voltada para a finalidade do objeto na narrativa global.
Ao discorrer sobre Matisse, a autora defende que este artista, se utiliza da noção de uma cadeia linear de acontecimentos – narrativa – e a reorienta convertendo-a em uma espécie de escrituração analítica que guarda o registro de concepção e mudanças formais. Segundo Krauss, Matisse parte da ambição de interpretar e condenar o significado da história, entretanto abrevia-se numa apresentação das etapas da formação de um objeto.
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domingo, maio 04, 2003
[Momento Quizz]

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segunda-feira, março 31, 2003
[ TEORIA DO CAOS + SISTEMAS CAÓTICOS + CÁLCULOS NÃO LINEARES ]
Não, este não é apenas o mestrado que o Ri tá fazendo... É como eu me sinto, sacas?
"Caos: utilizada pelos gregos significando vasto abismo ou fenda. A palavra também alude ao estado de matéria sem forma e espaço infinito que existia antes do universo ordenado, suposto por visões cosmológico-religiosas. E, finalmente, o sentido mais usual de caos: desordem, confusão." ( todo este abismo é bastante sujestivo, e muito me atrai tb, tenho vontade de me enfiar nele e sumir do mapa =D )
Falta muita "orientação ao objeto", para conseguir dar um sentido em minha essência...
A minha vida está o seguinte há ordem na desordem e desordem na ordem...( um caos, segundo a sua teoria )
Seria isto animador ? Ou não ? É sabido, que em situações onde aparentemente há ordem, como por exemplo o movimento de um pêndulo de relógio cuco bonito (tadinho deste passarinho empalhado, coisa mais mórbida!, eu gosto =/ ), um pouco de caos ainda subsiste (esqueça o passarinho, eu falei do movimento de um pêndulo).
Certas vezes planejamos coisas, e tudo parece estar caminhando o clima esta propíco, mas aos poucos tudo vai afundando e mesmo com todas as provisões, previsões e providências tomadas anteriormente.
Talvez o inesperado em meus estrategemas seja culpa do "caos", talvez não... Enfim, nós temos economistas de alto gabarito hoje em dia, todavia ( vi no espanhol e fiquei com vontade de usar esta palavra =P ) eles não sabem afirmar se haverá uma flutuação do mercado financeiro, e também na abertura do pregão é impossível afirmar precisamente qual será a cotação que o dólar irá fechar hoje... Sabe por quê? A economia mundial é um verdadeiro "caos", simplesmente caótica que nem a Michelle ^_^, talvez por isso esta me atraia tanto...
Eu deveria deter um pouco esta palavra "caos". Deste jeito ficarei (+) neurótica e deixarei de interagir com o mundo (menos ainda), devido a esta desordem do "caos", porque nunca saberei quando deverei agir, ou não... Muito embora, a "teoria do caos" não é uma teoria de desordem, coisa e talz... Mas esta, busca no aparente acaso, um imprevisto, situações não periódicas, não lineares, uma ordem que não dependa dela (intríseca), por leis precisas... Diz a lenda, que por trás desta desordem econômica há uma ordem escondida =)... Além da economia, segundo estudiosos, muitos outros processos aparentemente casuais apresentam uma certa ordem, tipo o sistema climático (que até equipamentos de alta tecnologia não são precisos), o crescimento populacional, a evolução de civilizações, arritmias cardíacas ( =/ ), entre outros...
Sempre terá uma doçura na amargura da vida, como uma amargura na doçura do amor... Blah, eu deveria ter feito facu de filosofia, mesmo...
Bom, crianças... Já tomei muito o vosso tempo por hj (ou não...). Enfim, hora de dar tchau...
Não achei ainda o meu abismo, não consegui seguir a trilha do coelho branco para alcançar o fim do poço, pois estava mais atrasada do que ele ...
É tarde! É tarde! É tarde!
Não, este não é apenas o mestrado que o Ri tá fazendo... É como eu me sinto, sacas?
"Caos: utilizada pelos gregos significando vasto abismo ou fenda. A palavra também alude ao estado de matéria sem forma e espaço infinito que existia antes do universo ordenado, suposto por visões cosmológico-religiosas. E, finalmente, o sentido mais usual de caos: desordem, confusão." ( todo este abismo é bastante sujestivo, e muito me atrai tb, tenho vontade de me enfiar nele e sumir do mapa =D )
Falta muita "orientação ao objeto", para conseguir dar um sentido em minha essência...
A minha vida está o seguinte há ordem na desordem e desordem na ordem...( um caos, segundo a sua teoria )
Seria isto animador ? Ou não ? É sabido, que em situações onde aparentemente há ordem, como por exemplo o movimento de um pêndulo de relógio cuco bonito (tadinho deste passarinho empalhado, coisa mais mórbida!, eu gosto =/ ), um pouco de caos ainda subsiste (esqueça o passarinho, eu falei do movimento de um pêndulo).
Certas vezes planejamos coisas, e tudo parece estar caminhando o clima esta propíco, mas aos poucos tudo vai afundando e mesmo com todas as provisões, previsões e providências tomadas anteriormente.
Talvez o inesperado em meus estrategemas seja culpa do "caos", talvez não... Enfim, nós temos economistas de alto gabarito hoje em dia, todavia ( vi no espanhol e fiquei com vontade de usar esta palavra =P ) eles não sabem afirmar se haverá uma flutuação do mercado financeiro, e também na abertura do pregão é impossível afirmar precisamente qual será a cotação que o dólar irá fechar hoje... Sabe por quê? A economia mundial é um verdadeiro "caos", simplesmente caótica que nem a Michelle ^_^, talvez por isso esta me atraia tanto...
Eu deveria deter um pouco esta palavra "caos". Deste jeito ficarei (+) neurótica e deixarei de interagir com o mundo (menos ainda), devido a esta desordem do "caos", porque nunca saberei quando deverei agir, ou não... Muito embora, a "teoria do caos" não é uma teoria de desordem, coisa e talz... Mas esta, busca no aparente acaso, um imprevisto, situações não periódicas, não lineares, uma ordem que não dependa dela (intríseca), por leis precisas... Diz a lenda, que por trás desta desordem econômica há uma ordem escondida =)... Além da economia, segundo estudiosos, muitos outros processos aparentemente casuais apresentam uma certa ordem, tipo o sistema climático (que até equipamentos de alta tecnologia não são precisos), o crescimento populacional, a evolução de civilizações, arritmias cardíacas ( =/ ), entre outros...
Sempre terá uma doçura na amargura da vida, como uma amargura na doçura do amor... Blah, eu deveria ter feito facu de filosofia, mesmo...
Bom, crianças... Já tomei muito o vosso tempo por hj (ou não...). Enfim, hora de dar tchau...
Não achei ainda o meu abismo, não consegui seguir a trilha do coelho branco para alcançar o fim do poço, pois estava mais atrasada do que ele ...
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